18 de ago de 2014

ARTIGO DE CONCLUSÃO DE CURSO


OS DESAFIOS DE SER PROFESSOR UNIVERSITÁRIO



Vergniaud dos Santos Sé[1]


RESUMO

Este artigo relata o estudo desenvolvido com alguns professores da Faculdade São Luís de França (FSLF), realizado através de entrevista. O mesmo focalizou os desafios enfrentados pelos professores do ensino superior nos dias de atuais, tendo como referencia bibliográficos os seguintes autores (GIL, 2010) e (PIMENTA e ANASTASIOU, 2010). Destacamos as dificuldades encontradas pelo mesmo na sua atuação como professor universitário. Como vivemos num mundo cada vez mais globalizado e complexo, isto é, o mundo moderno de hoje, exige cada vez mais que o homem esteja preparado para que possa viver nessa sociedade cheia de conflitos e interesses, e muitas vezes interesses pessoas que prejudica a coletividade, sem falar num mundo de novas tecnologias. Nossa pretensão é levar a uma reflexão sobre a relação do papel do professor universitário diante dos desafios passado pelo mesmo, em sua atividade como docente, relação professor e alunos. Desafios esses que não são poucos. Não é nossa intenção citar aqui todos os desafios, mas aqueles mais atenuantes a sua carreira, como formação, o papel que as tecnologias no aprendizado. Tratar se de um trabalho de pesquisa de campo e bibliográfica.

Palavras chave: Professor. Formação. Alunos. Desafios.   


ABSTRACTT

This article reports the study developed with some teachers College St. Louis of France (FSLF), accomplished through interview. It focused on the challenges facing teachers in higher education in current days, having as reference the literature the following authors (GIL, 2010) and (pepper and ANASTASIOU, 2010). We highlight the difficulties encountered by the same in his performance as professor. How we live in an increasingly globalised and compel, i.e. today's modern world increasingly requires that the man be prepared so you can live in this society full of conflicts and interests, and often interests people who prejudge the collectivity, without talking about a world of new technologies. Our claim is lead to a reflection on the relationship of role of lecturer before challenges passed by in his activity as a teacher, teacher and students. These challenges are not few. It is not our intention to mention here all the challenges, but those most mitigating your career, such as training, the role that the technologies in learning. Treat a work field research and bibliography.

Keywords: Teacher. Training. Students. Challenges.






[1] Licenciatura em Matemática: Universidade Tiradentes: Vernse12@yahoo.com.br  


1 INTRODUÇÃO

O professor universitário desempenha um papel importante na constituição do conhecimento. Por outro lado, uma grande parte dos professores do ensino superior tiver uma formação moderna, e sendo assim precisa sempre de atualização. 
Neste trabalho pretendemos mostrar alguns (desafios) pontos em que o professor universitário se deparar no seu dia a dia, e o que fazer diante dos mesmos. A metodologia usada foi através de pesquisa de campo, por meio de questionários direcionados alguns professores do ensino superior. Foi aplicado Na cidade de Aracaju com os professores da Faculdade São Luis de França (FSLF). Os professores responderam aos mesmos, em ordem de importância, da mais importante, para a menos importante. Através de pontuação que vai do algarismo um (1) ao cinco (5), dependendo do grau de interesse do mesmo.
Outra fonte de pesquisa utilizada foram algumas obras literárias de escritores, isto é, pesquisas bibliográficas em livros, revistas e internet, o qual trata do tema escolhido. O que levou a escolher este tema foi o fato de que hoje, mas do em outras épocas, o professor universitário encontra em seu dia-a-dia um grande desafio, que é antes de tudo formar cidadãos, consciente de seus deveres e obrigações e acima de tudo críticos, respeitando a ética profissional que o ofício exige. Segundo lugar esse mesmo profissional tem que se realizar como pessoa e como profissional que é. Além do grande desafio que é formar pessoas, quais são os outros desafios enfrentados pelo mesmo? E o que fazer para superar esses desafios? Com quem o professor pode contas para resolver esses desafios, se é que ele pode contas?  Por quem e o porquê o professor hoje é desafiado? São perguntas que muitas vezes nos leva a uma grande reflexão e um caminho em busca de soluções. Segundo Gil, “São muitos trabalhos que se propõem apresentar os atributos do bom professor. Mas quando se considera que são tantos os papeis que lhe cabe desempenhar, percebe-se que sua identificação não constitui tarefa das mais fáceis.” (Gil,2010,p.26). O autor coloca como algo difícil de identificar, já que os mesmos desenvolvem vários papeis em sua atuação como profissional do magistério.
È evidente que, o professor hoje tenha que desempenhar vários papéis, para sobreviver, já que o profissional de magistério não é bem remunerado, e por outro lado a própria instituição de ensino superior o exige do profissional, que ele seja ao mesmo tempo professor, isto é, aquele que esta em sala de aula para ensinar e, também como um pesquisador. Sendo assim, o professor universitário termina exercendo mais de um papel dentro de uma instituição de ensino. Por outro lado, como ele é mal remunerado, se ver obrigado a uma carga excessiva de trabalho. Nessa busca de identidade, o professor universitário não é mais visto como aquele que sabe tudo e que esta apena para transmitir conhecimentos científicos. Muitas vezes ele é visto como um orientador, facilitador do conhecimento e até mesmo como tutor no ensino a distâncias. Diante de tudo isso o que fazer para melhora a ensino superior e ter uma educação de qualidade em nosso país, e ao mesmo tempo ser valorizado e respeitado? No entanto, já ficou mais do que provado através de pesquisas realizadas por vários estudiosos que a educação muda a história de uma nação. Os países que investiram em uma educação de qualidade e na pesquisa deram um salto em qualidade de vida de seu povo.
Em nosso caso, o nosso país a educação ainda esta em passos lentos, principalmente no que se refere à formação do professor para atuar no ensino superior. Nessa busca de um ensino superior de qualidade, que desperte nos nossos jovens o interesse pelo conhecimento científico e pela pesquisa. Por outro lado sabemos que o ensino no Brasil trata se de um fato histórico enraizado no inconsciente das pessoas, como afirma Gil, “que durante muito, não se manifestou em nosso país com a formação do professor do ensino superior.” (GIL, 2010. P.19). Essa falta de incentivo aconteceu e continuar acontecendo em nosso país.
Quando estudamos a história da educação no Brasil, principalmente o sistema de ensino superior. Enquanto, a colônia espanhola, desde o inicio de sua colonização preocupava em criar universidade, isto já desde 1538, o Brasil por sua vez só tomou essa iniciativa em 1808. Antes a educação estava nas mãos dos jesuítas, que tinha como missão a catequização, principalmente dos nativos. O escritor e professor Luiz Antônio Cunha em suas obras relata muito bem esse período da história da educação superior no Brasil. Enquanto, que Selma Garrido Pimenta e Lêa das Graças Camargos Anastasiou, em seu livro “Docência no Ensino Superior”, trata de uma reflexão voltada para as influências européias e a até mesmo alemã no ensino superior no Brasil. Ao longo desse trabalho, será usado somente o nome de Pimenta, quando se tratar de Selma Garrido Pimenta e Lêa das Graças Camargos Anastasiou.
Diante de tudo isso, é importante ressalta que as autoridades competentes do nosso país, em conjunto com Ministério da Educação, devem investir na formação de professores para atuar no ensino superior de qualidade, e numa maior valoração do profissional do magistério, na busca de uma identidade própria. E essa formação passa pelo uma didática, como ressaltar Pimenta em seu livro, e também profissionais para área de pesquisa.
Talvez o maior desafio no momento, seja a busca de uma identidade própria do professor universitário, enfrente a tantos desafios que o mesmo se ver obrigado a enfrenta no seu dia a dia.


2 A IDENTIDADE DO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO  

O conceito de desafio segundo o dicionário Larousse da língua portuguesa; é o mesmo que ato ou efeito de desafiar, isto é, chamar a desafio, provocar, incitar, afrontar.
Na educação o professor é levado a provocar o aluno no sentido da aprendizagem, e ao mesmo tempo, esse mesmo professor passar durante sua carreia por muitos desafios. É com esse propósito que queremos tratar dos desafios enfrentados pelo mesmo. 
A primeira grande preocupação foi com formação dos profissionais de educação para atua no magistério superior, segundo GIL, em nosso país nunca foi uma preocupação a formação do professor para atuar no Ensino Superior.

Durante muito tempo, não se manifestou em nosso país preocupação com a formação do professor para atuar no Ensino Superior, As crenças amplamente difundidas de que “quem sabe ensinar” e “ o bom professor nasce feito.”(GIL, 2010, p.19).

           Já PIMENTA, vai mais além quando escreve só a formação do professor, muitas vezes nunca é questionado o papel do ser professor, sua importância na sociedade e no futuro de um país. Ela afirma que essa passagem para a docência acontecia de forma “natural. “Assim, sua passagem para a docência ocorre ”naturalmente”; dormem profissionais e pesquisadores e acordam professores!”(PIMENTA, 2010, p.104).
           O que isso quer dizer? Antes do ano de 1965, qualquer um podia ser professor. Não existe uma preocupação em forma profissional para atuar no magistério, principalmente na docência superior. Um médico, um advogado, um engenheiro podiam lecionar, mesmo sem ser professor. Isso começou a mudar com o Parecer nº 977 de 1965, do Conselho Federal de Educação, que deu dois sentidos para a pós-graduação: o lato sensu e stricto sensu. O que se tornou como requisito para aqueles que querem um cargo de carreira nas universidades públicas, principalmente com a reforma universitária, segundo a Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968.
          Ao trata da docência superior a LDB ( Lei de Diretrizes Básicas), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, em seu Art.66.  Diz o seguinte: “A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado.”
          Com a criação dessas novas leis o profissional do magistério caminha para buscar uma identidade própria com a sua valorização e formação, agora não é mais qualquer que pode assumir o papel de ser professor, mas aquele que tem uma formação para atuar como tal, isto é, da área da educação ou licenciatura. Ele precisa passar por uma formação com esse objetivo.
          O primeiro desafio é seria encontra para esse professor uma identidade própria, já que a mesma estava ofuscada ao longo do tempo. Pimenta ver com saída para esse problema o ensino da didática nos cursos de formação do profissional do magistério. “A área da Pedagogia que tem por objetivo de estudo o ensino é a Didática.” (PIMENTA, 2010.p.42). Como termo grego diz “didaktiké” uma ação de ensinar, ou arte de ensinar.  Através de sua obra, Jan Amos Comenius: “Didactica Magna”, publicada em 1657. Que se fundiu o estudo da didática.
           
2.1 A formação do professor universitário
O professor universitário não só precisa ter conhecimento suficiente para lecionar, como certa prática ou métodos de ensino, para que o conteúdo seja bem assimilado pelos alunos. Vejamos o que diz Gil, ao escreve sobre a formação do professor universitário:

As deficiências na formação do professor universitário ficam claras nos levantamentos que são realizados com estudantes ao longo dos cursos. Nestes é comum verificar que a maioria das críticas em relação aos professores refere-se à “falta de didática”. Por essa razão é que muitos professores e postulantes à docência em cursos universitários vêm realizando cursos de Didática do Ensino Superior.(GIL, 2010,p.1-2).

Quando Gil afirmar, que hoje mais do que nunca o professor necessita buscar essa nova metodologia através do estudo da didática. Para a escritora Pimenta em seu livro Didática do Ensino Superior, em uma pesquisa feita pela mesma, em que ela verifica o interesse de alguns pesquisadores pelo campo da didática, ela chegou à seguinte conclusão, de que a Didática oferece inúmeras possibilidades à docência universitária, a mesma cita nove possibilidades ou temas motivos de pesquisas no que se refere à didática, que são: a) Sobre  epistemologia didática, que trata da epistemologia da prática e as teorias existentes;  b) Sobre Didática, docência e pesquisa, a qual ela cita o método de ensinar e conteúdo; c) Sobre teorias educacionais e contextos escolares, fala das contribuições das ciências da educação; d) Sobre metodologias de ensino, relação comunicacional e técnicas de ensino, fala das práticas multiculturais, método de ensino; e) Sobre a prática pedagógica e resultados de ensino em contextos de políticas educacionais, trata de pesquisa voltada mais para as séries iniciais da educação básica; f) Sobre avaliação, os métodos e tipos de avaliações; g) Formação inicial e formação contínua de professores; h) Ensino e aprendizagem; i) Balanço das pesquisas em ensino. (PIMENTA, 2010, p. 51-62).
Segundo a mesma autora, o maior destaque é para a didática e a docência na universidade. E em menor quantidade estudos voltados para uma analise dos contextos da escola e das políticas de ensinar. Na visão da mesma verifica-se a necessidade de pesquisas sobre: políticas públicas e formação docente incluindo a de professores universitários.
O primeiro desafia seria formação de bons profissionais para atuar no ensino superior. E a didática seria essa ferramenta necessária e importante na formação desses profissionais. Por outro lado, esse mesmo professor se ver desafiado diante de novas tecnologias, as quais podem servir como instrumento de transmissão e facilitador do conhecimento cientifico, e aprendizagem do aluno nos dias atuais.

2.2 Mundo informatizado

            Segundo Gil, um dos problemas considerado por ele como “problema” é a utilização exagerada do verbalismo, isto é, o emprego de discursos longos e bem elaborados, feitos por muitos professores, com objetivo de transmitir o conhecimento.
                                     
Muitos professores acreditam que a utilização de discursos longos e bem elaborados é suficiente para levar os alunos a aprender o conteúdo das disciplinas que lecionam. Mas, na maioria das vezes, o que esses professores conseguem é que os alunos decorem parte do que foi apresentado, sem que tornem capazes de compreender o seu significado ou aplicá-lo a situações concretas. (GIL, 2010, p.218).


            A fim de tornar a comunicação mais clara e facilitar a aprendizagem, muitos professores vêm utilizando recursos tecnológicos. Para alguns professores, esse desafio precisa ser superado, principalmente para aqueles que pretende atuar como profissional da educação. Portanto, com a introdução do computador na sala de aula e a conexão das escolas na Internet exigirá do mesmo uma preparação adequada para lidarem com as máquinas.
            O termo tecnologia vem de origem grega, isto é, Tec vem de TÉCNICA do verbo grego Tictein que significa “criar, produzir, dar à luz”, no sentido não só da instrumentalização, mas com toda a relação do meio e seus efeitos, e Logia= estudo.  São exemplos de tecnologias: televisão, telefone, fax, celular, rádio, lousa digital, computador e os programas, data-show, CD-ROM, aparelhos de DVD e MP3… e Internet.
            Os manuais de didática dedicam um capitulo aos recursos auxiliares de ensino. Por outro lado, o professor do ensino superior pode valer-se desses recursos, mas é preciso esta consciente de suas vantagens e limitações.                    
            Selma Garrida Pimenta, ela em seu livro docência no ensino superior, citar três grandes desafios contemporâneos que são: a) a sociedade da informação e sociedade do conhecimento; b) sociedade da esgarçadura das condições humanas; c) sociedade do não emprego e das novas configurações do trabalho.
            Um ponto citado pela autora refere-se ao mundo da informação, isto é, hoje as informações chegam em grandes quantidades e  velozes a qualquer parte do planeta. O que muda no ensino? A profissão de professor pode vir a desaparece?  Há quem entre os estudiosos pensam que houve uma mudança significativa no modo de aprender e ensina. Ao mesmo tempo em que a profissão do professor poderia deixa de existir. È importante refletir tudo isso que esta acontecendo.
No entanto, Gil à fala dos desafios atuais do professor universitário, cita as competências do mesmo. Segundo ele, um professor tem que ter conhecimentos técnicos, em determinada área do conhecimento; visão de futuro, principalmente devido às mudanças tecnológicas e sociais; capaz de organizar e dirigir situações de aprendizagem, que domine os conteúdos e traduza em objetivos de aprendizagem; capaz de gerar sua própria formação contínua; transformador, que se preocupe principalmente com o “aprender a aprender,” multicultural e intercultural, sensível à heterogeneidade, e compreender a dinâmica da exclusão social e da marginalização; reflexivo, autônomo e comprometido com a profissão; capaz de trabalhar em equipe e aberto; capaz de enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão; que seja capaz de desenvolver o senso de responsabilidade, solidariedade e o sentimento de justiça; capaz de utilizar novas tecnologias, que saiba explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino.
Sem dúvida que tudo isso é muito importante e necessário no dia a dia do professor universitário. A UNESCO sintetiza tudo isso apresentado por Gil, nos quatro pilares da educação; Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser.    No entanto o que Gil ver como desafios, pode não vir a ser grandes desafios para o professor, diante de tantos outros fatores considerados mais graves e até assustadores, como o caso da violência nos meios acadêmicos, envolvendo alunos, e mesmo alunos e professores. Outra questão levantada na pesquisa feita com os professores, em que 50% consideram a carga horária excessiva, como sendo um problema. Muitos profissionais do magistério superior têm mais de um emprego para pode ter um padrão de vida mais digna. Dos entrevistados metade tem mais de um vinculo, ou exerce outra atividade fora do magistério.  
Já a outra parte dos professores/professoras entrevistados, 50% afirma que o maior desafio é ter que lidar com alunos que chegam ao ensino superior sem habilitação mínima exigida para cursar o ensino superior.

2.3 O estudante universitário
As faculdades e universidade hoje têm em seus quadros de alunos universitários os mais vários tipos, e que é motivo de estudos, para entender como se dá o processo de ensino e aprendizagem hoje. Esse é um grande desafio para os professores do ensino superior. 
Muitos desses alunos entram muito cedo no superior na faixa etária de 17 a 18. E, portanto, falta de domínio da língua e as dificuldades na interpretação de texto e redação. Entre outros problemas como individualismo, falta de interesse e comportamento. Como deve o professor lida com situações como essa? Principalmente para os professores universitários em início de carreia? Não tem nada mais desgastante para um professor trabalhar com alunos desmotivados sem interesse, individualistas, e que só esta na faculdade por causa do diploma.
Pimenta cita uma pesquisa feita com 140 professores, e foram constatou os seguintes pontos, com relação aos alunos: Falta de interesse, de motivação ou comprometimento com  aprendizagem; passividade, individualismo, interesse só na nota e em passa de ano; falta de disciplina. Já com relação à escolaridade: nível de conhecimento insuficiente para acompanhar a graduação; dificuldades de interpretação, redação, leitura; dificuldades de raciocínio, falta de criticidade; falta de tempo para estudar; aluno que trabalhar.
Somado a tudo isso, ainda tempos os alunos assim, classificados de “alunos problemas”, tipos agressivos, gosta de chamar a atenção dos outros e com problemas psicológicos, sem falar daqueles usuários de drogas.
Alguns estudiosos têm maneiras diferentes tipos de classificação com relação os alunos, como por exemplo, Mann (1970) faz seu estudo nas faculdades americanas levando em consideração o lado emotivo dos alunos. Ele cita sete tipos de alunos que são: os complacentes; ansiosos-dependentes; trabalhadores desanimados; estudantes independentes; heróis; franco-atiradores; estudantes que procuram atenção e os silenciosos.
Outra classificação é feita por Astin (1993). Que são os sábios; ativistas sociais; os artistas; os hedonitas ( são aqueles que beber, fumar ); líderes; os direcionados para o status e os estudantes descomprometidos.
Uma das grandes preocupações na pesquisa citada por Mann, para o professor hoje, esta no grupo dos Franco-atiradores, corresponde a 9% do grupo pesquisado, são considerados hostis aos professores, difíceis de ser abordados, são rebeldes e costumam se retirar quando questionados pelo professor.  Essas coisas não acontecem somente com os americanos, aqui também no Brasil acontece essa coisas, podemos cita o caso do estudante de medicina Mateus da Costa Meira, jovem de 24 anos, que comete uma chacina dentro do MorumbiShopping:

Mateus da Costa Meira (Salvador, 4 de abril de 1975), mais conhecido por "O Atirador do Cinema" ou "O Atirador do Shopping", é um ex-estudante universitário da área de Medicina. A alcunha vem do fato de ter disparado uma metralhadora portátil contra pessoas da platéia de uma sala de cinema de um shopping center na cidade de São Paulo. Segundo testemunhas oculares da ação, na noite de 3 de novembro de 1999, dentro da sala 5 do cinema do Morumbi Shopping, zona sul da capital paulista, Mateus teria levantado de seu lugar, ido ao banheiro - onde teria dado um tiro no espelho com sua submetralhadora Cobray M-11 - e depois ficado de frente para a platéia, sacando novamente a arma e iniciando os disparos. Dessa tragédia resultaram 3 mortes, 4 pessoas feridas e mais 15 em pânico. Tal tragédia rendeu a Mateus o apelido que carrega até hoje. O filme exibido no momento dos disparos era Clube da Luta. Preso em flagrante, acabou condenado a mais de 120 anos de prisão em regime fechado. Seus advogados alegaram que Mateus era semi-imputável, ou seja, possuía consciência parcial de seus atos. Depois de várias apelações judiciais, Mateus foi condenado aos formais 30 anos máximos previstos pela Justiça brasileira. Os advogados de defesa tentaram, em vão, alegar insanidade mental de seu cliente e argumentar que Mateus havia sido influenciado pelo jogo Duke Nukem 3D, no qual há uma cena de tiroteio dentro de um cinema. No dia 8 de maio de 2009, Mateus tentou matar seu colega de cela na Penitenciária Lemos Brito na cidade de Salvador e foi autuado por tentativa de homicídio.( pt.wikipedia.org/wiki/Mateus_da_Costa_Meira).

Este é apenas um caso entre tantos outros. São fatos como esses, que assusta o profissional de educação. Só em pensar que convivemos com mentes desajustada como essa, se torna um grande perigo, não só para o professor e alunos, mas também para a sociedade.
Um ponto citado acima por Gil e Pimenta, são aqueles alunos desmotivados ou sem interesse nas aulas. Como trabalhar com alunos assim? Já que a motivação é um dos fatores importantes na aprendizagem. Como fazê-lo aprender se ele não quiser? Há que pense que a motivação é algo de fora para dentro. Ao contrário a motivação é de dentro pra fora. Motivação significa mover. É a força que move para alcançar determinados objetivos. Portanto, se o aluno não quer aprender, muito pouca coisa o professor pode fazer. Vejamos o que afirma Gil:

Um estudante pode ser muito inteligente, mas ninguém será capaz, de fazê-lo aprender se ele não quiser. Se submetido a uma situação de aprendizagem, como, por exemplo, uma aula, ele provavelmente irá dedicar sua energia e atenção para fins menos desejáveis. Por outro lado, um estudante altamente motivado para aprender determinado assunto provavelmente fará melhor do que outro estudante com a mesma capacidade intelectual, mas que não esteja tão motivado. (GIL, 2010, p. 86).

O professor pode fazer alguma coisa para tenta motiva o aluno? Sim é claro que o professor pode ajudar o aluno, com alguma técnica de ensino, que leve ao mesmo a ser desafiado, alguns usam a técnica da recompensa, ou muda suas aulas para torná-las mais interessantes. A autora Pimenta ressalta que é tarefa do docente organizar as tarefas de ensino. Quando ela escreve sobre o termo “Do ensino à ensinagem”. “Ao professor cabe organizar as atividades de ensino, de sua inteira responsabilidade, e as de aprendizagem. Elas deverão atender às características do conteúdo, do curso, da disciplina e, principalmente, dos alunos envolvidos no processo”.( PIMENTA, 2010, p.212).
A motivação, portanto, é o que impulsiona para ação, e nesse caso, a ação é o próprio interesse do aluno em querer aprender, e o professor pode ajudar.
O escritor Gil, também citar dez classes de alunos considerados “problemáticos”: que são os irritados, agressivos, e desafiadores; aqueles que gostam de chamar atenção e dominar as discussões; os desatentos; os que não se preparam para as aulas; os desanimados; os lisonjeados e trapaceadores; os que têm dificuldades; os que gostam de dar desculpas; os que gostam da verdade e tudo são relativos e os com problemas psicológicos.
Deste grupo, todos são desafiadores para qualquer professor, porém, desta relação podemos tomar dois tipos que merecem uma reflexão, “os agressivos” e com “problemas psicológicos”. Como trabalhar o professor pode trabalhar com esses alunos? Segundo Gil, o amor e o ódio são dois afetos. E sendo assim cada um de nós estabelece essa relação com as pessoas que nos circulam.
Para os agressivos, ele aconselha que a melhor maneira seja ignorá-los, já que muitos agressivos esperam que o professor entre no jogo. Com relação aos estudantes com problemas psicológicos, aqui ele coloca aqueles que usam álcool, e até mesmo faz uso de drogas. Alguns apresentam ansiedade, angústia e depressão. O professor pode tentar conversar com esses alunos, o problema é que muitos não aceitam ajuda.  Caso o aluno confie nesse profissional, cabe a esse professor saber retribuir essa confiança, através da ética profissional. Vejamos o que Pimenta quando em seu livro falar da heterogeneidade:

Sobre a elevada heterogeneidade em cada classe, a diversidade de maturidade dos alunos e o aluno trabalhador, convém admitir que lidar com o diferente não é fácil. Embora em nível de discursivo se proclame a importância da diversidade, ao entrar numa sala de aula, seria mais fácil não ter que lida com tamanha diversidade quanto ao domínio do conhecimento. Acreditar e apostar na riqueza das trocas e usar essa riqueza na organização das atividades na sala de aula é maneira de fazer frente à diversidade. (PIMENTA, 2010, p. 237).
 
2.4 A ética e o professor
         A maior dificuldade do professor universitário pode não ser à formulação de objetivos, à seleção de conteúdos, as estratégias de ensino ou avaliação de ensino, mas à maneira de como os professores se relacionam com os estudantes, seu colegas, com a instituição e com a disciplina que ministram.
O professor é responsável pelo desenvolvimento intelectual do estudante, e pelo domínio das competências essenciais. O conteúdo da disciplina deve ser atualizado, com significado para o aluno, e observando o nível dos mesmos e privacidade.
Os estudantes têm direito à privacidade. Isso não constitui apenas um princípio ético, mas também uma situação prevista na lei. Dessa forma, o registro de notas, o registro da freqüência, assim como as comunicações privadas entre professor e os estudantes, devem ser tratados como material confidencial. (GIL, 2010, p.269).

                  
                   O professor evite qualquer interesse pessoal por um estudante que possa ser mal interpretado. Pode acontece no ensino superior que um professor/professora se envolver no relacionamento romântico com estudantes. O assédio sexual é proibido no Brasil pela Lei Federal nº 10.224, de 15 de maio de 2001.
              A avaliação precisa que seja honesta e a mais objetiva possível. É importante que o professor informe antes, de preferência por escrito, os critérios usados.
              O professor também deve tratar bem os funcionários da instituição com justiça e respeito. Não fazer pedidos que possa causa problemas. 
               A relação com os colegas de trabalho. Vejamos o que diz Gil: cabe aos professores tratar seus colegas com respeito e defender em seus direitos. No tocante a instituição, o professor é convidado a assumir uma responsabilidade coletiva, isto é, trabalhar para o bem da instituição como um todo, respeitando as normas.

CONCLUSÃO

Sem dúvida que a prática do professor universitário apóia no triple dos conhecimentos específicos da matéria que leciona, suas habilidades pedagógicas e a sua motivação. Não só os alunos devem estar motivados para aprender, como também, o professor motivado para ensinar.  E esta motivação perpassar por muitas outras coisas, como já foram vistas anteriormente, como uma boa qualidade de vida desse profissional da educação. Como melhores salários, tempo para estudos e planejamentos, local de trabalho digno, isto é, uma melhor valorização de sua carreia profissional, e reconhecimento de seu trabalho.
Para superar esses desafios e outros, se faz necessário temos bons profissionais da educação. O qual passa por uma formação digna e continuada, o profissional da educação requer melhor qualificação profissional, seja na sua formação inicial ou de cursos de especialização como mestrado e doutorado. Valorização da profissão e da pessoa tanto, social como salarial. Para isso, é importante que o mesmo disponha de tempo para o estudo e a pesquisa. Sendo assim, o mesmo precisaria de tempo para o estudo, portanto, necessitaria de uma carga horária de trabalho menor, e promoção como reconhecimento dos seus esforços.
Por outro lado, aprendizagem que levar ao conhecimento, seja ele formal ou informal, é algo não estático no tempo, está constantemente movimento, renovando se o tempo todo principalmente, com o surgimento de novas tecnologias como é o caso da internet. Um fato que venha acontecer no outro lado do mundo. Todos podem ficar informados em questão de minutos, através dos sites de buscas como a web, videoconferência, cursos à distância, etc. Logo, o professor se sente no dever de conhecer um pouco desse mudo virtual. É evidente que, o professor não precisa, e nem tem como dominar todas as técnicas existentes no mercado, por mais que ele tenha boa vontade de aprender tudo do uso dessas novas tecnologias. Mas ao usá-las o mesmo deve ter consciência de que, do mesmo jeito que esses novos recursos têm suas vantagens, as mesmas apresentam em certas circunstâncias aspectos negativos. Como o mercado dispõe de inúmeras de ferramentas tecnologias disponíveis. Requer que profissional tenha muito cuidado na escolha de qualquer uma dela. De tal modo que o uso dessas ferramentas, além do professor saber como utilizá-las, use com responsabilidade, deve levar em consideração os objetivos do conteúdo administrado.
Uma dessas ferramentas muito utilizadas em palestra por algumas palestrantes é o PowerPoint. Ao confeccionar os slides, não colocar muitos dados em um mesmo slide; é aconselhável fundo claro e letras escuras; não abusar de algo que desviar a atenção do aluno do floco como muitas imagens ou figuras apenas ilustrativas, e por fim, conferir a ortografia.
 Quanto ao relacionamento em sala de aula, esse em alguns casos pode não ser muito fácil, já que a convivência com o outro requer renunciar, isto é, sai do seu mundo interior e se expor a avaliação do outro. Nesse caso o que o professor pode fazer para evitar os conflitos? É normal em sala de aula o professor nota que um ou mais de estudantes, com comportamento que prejudicial as aulas. 
                Importante o professor conhecer os seus alunos, que haja um feedback durante as aulas, respeito mútuo. Alguns professores aplicam em seu primeiro dia de aula um teste para medir o nível de conhecimento e interesse do aluno pela matéria. Chamado avaliação diagnóstica. Que pode servir só com objetivo de medir os conhecimentos cognitivos, ou apenas o lado emotivo, como interesse pela matéria, dúvidas, medos, perspectivas do curso.
            Nos trabalhos realizados em sala de aula procurar envolver toda turma mostrando para os mesmos a importância de sua contribuição para o grupo. Em debates polêmicos deixar claro que a discussão é no mundo das ideias e não trazer para o lado pessoal. Sempre que possível, vinculando o conteúdo com a realidade, mas sem perder sua importância científica. O que significar planejar exige que o professor defina objetivo e metas.  Executar, isto é, por em prática o que foi planejado, e por fim avaliar o que foi trabalhado.
            Avaliação é um processo necessário e importante na educação, não só com objetivo de avaliar o sucesso ou o fracasso do aluno, como também serve para o próprio professor se avaliar e traça novas metas para o futuro. Porém, avaliação são momentos de muita ansiedade e tensão para o aluno. Já que avaliação é vista por muitos alunos como instrumento de punição. Para que avaliação não seja vista como algo negativo ela tem ser justa, ética por que elabora, dentro daquilo que foi ensinado, clara. Deforma que, o aluno não se sinta prejudicado, e que o professor não use a mesma para diminuir o aluno.
                A ética fazer parte de qualquer profissional, seja ele médico, advogado, engenheiro. Não poderia ser diferente como profissional de educação. Tratar com respeito os alunos e os colegas de trabalho é itens fundamentais para uma boa convivência em grupo professor. Saber diferencia vida pessoal, da profissional.        
            Como virmos neste trabalho, o papel do professor é de fundamental importante, para o desenvolvimento de uma nação e de seu povo. E o mesmo tem uma grande responsabilidade em suas mãos, que é preparar e formar mentes humanas, capaz de transformar a sociedade em que vivem no mundo mais justo e melhor. Nessa sociedade, marcada pelo individualismo e de muitas vezes interesses pessoais.

REFERÊNCIAS

CARVALHO, Laiz Barbosa ( co-autora). Minidicionário Larousse da Língua Portuguesa. 3ª ed. São Paulo, Larousse do Brasil, 2009.

BRAGA, Ana Maria. Reflexões sobre a superação do conhecimento fragmentado nos cursos de graduação.Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.(Pedagogia universitária; org. Denise Leite).

GIL, Antonio Carlos. Didática do Ensino Superior. São Paulo: Atlas, 2010.

LAVILLE, Chistian.; DIONNE, Jean; Tradução Heloísa Monteiro e Francisco Settineri. A Construção do Saber. Porto Alegre: Artmed, 1999.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional e reforma curricular do Ensino Médio. Resolução nº 03/98.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Nº 9.394/96.

PIMENTA,Selma Garrido.; ANASTASIOU, Léa G.C. Docência No Ensino Superior. 4.ed. São Paulo: Cortez, 2010.

Pt. Wikipédia.org/wiki/ Mateus da Costa Meira> Acesso em 01 març. 2011

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